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RADIO A FERRO E FOGO

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domingo, 20 de novembro de 2011

ESSA É PARA PENSAR!

Este alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico.

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

Preste atenção!

O plantio é livre, a colheita, obrigatória ... Preste atenção no que você esta plantando, pois será  a mesma coisa que irá colher!!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

SINDICATO – O ÚLTIMO REFÚGIO CONTRA AS ARBITRARIEDADES DO GOVERNO

Não faremos tudo o que o seu mestre mandar! É preciso compreender para combater!
Você conhece o PREAL? Estamos falando do Programa de Promoção da Reforma Educativa na América Latina e Caribe. Esse programa é responsável por grande parte do sofrimento dos professores. A sua principal marca é a forte investida contra o papel do Estado, através do discurso da falta de eficiência, racionalidade e competência. Para tanto, defende  que parcelas do setor empresarial se coloquem e assumam de maneira contundente, o papel de agente promotor da reforma educacional, pois esses necessitam, frente à dura competição produtiva instalada no mercado global, qualificar melhor sua força de trabalho. 
A questão que mais nos interessa é que o documento joga grande parte da culpa do fracasso educacional nos professores – atente a esse trecho “Nas análises feitas, os professores não são suficientemente treinados e apresentam nível acadêmico muito baixo. As pessoas que compõem o quadro do magistério são aquelas que não conseguiram outra profissão de maior prestígio”.
O documento afirma que os professores não somente são os responsáveis pela baixa qualidade no ensino, como também o maior obstáculo a uma melhor educação na América Latina. E quais são as alegações dos burocratas do PREAL.
1.       Os professores resistem em aceitar uma rigorosa avaliação de desempenho de forma periódica, que possibilite a demissão daqueles que não são eficientes.
2.       Rejeitam políticas salariais de acordo com a competência.
3.       Buscam impedir nova legislação que vise à descentralização do sistema, dando autonomia e poder para a administração escolar contratar, por mérito e desempenho, os melhores profissionais para seus quadros.
Ainda acusam os sindicatos,  dizendo que,  os opositores não têm compromisso com uma educação de qualidade para todos, que a resistência dos sindicatos localiza-se em interesses corporativistas.
É NESSE SENTIDO QUE CLAMAMOS A TODOS – PROFESSORES UNIDOS E SINDICALIZADOS CONTRA OS ABUSOS.
Chega de submissão, não vamos aceitar as orientações de um documento que discrimina e exclui. NÃO PODEMOS ACEITAR PERDER NOSSA AUTONOMIA EM RELAÇÃO AO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM E SER COLOCADOS COMO BODE EXPIATÓRIO DO FRACASSO DO SISTEMA.  BASTA DA LÓGICA EMPRESARIAL NA EDUCAÇÃO!
COORDENAÇÃO DA SUBSEDE BEBEDOURO
GESTÃO OPOSIÇÃO ALTERNATIVA 2011/2014

terça-feira, 12 de julho de 2011

É EMPRESÁRIO MAS TEM RAZÃO!

Desabafo de um empresário de São Leopoldo (RS)

ESSA MERECE SER COLOCADA NA FRENTE DE UM VENTILADOR PARA SER ESPALHADA POR ESTE NOSSO BRASIL! 


É lamentavel , mas  infelizmente é verdade...
São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do país, talvez por causa de homens como este!
EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO
Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul.
Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:

"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .
Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.
Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.
Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?
Eu honestamente acho que não.
Por isso recorri à Justiça.
Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.
Estou revoltado.
Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.
O Estado brasileiro está completamente falido.
Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico.
A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.
E quem é o Estado?
Somos todos nós.
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.
Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.
Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.
Se essa  moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar..
Não temos mais tempo a perder.
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.
A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.
Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.
E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.
Somente consequi completar  o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.
Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
Eu precisava fazer minha empresa crescer.
Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.
Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.
A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.
Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe..
Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.
Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...
E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade.
O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa  Empresa Geremia.
No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.
Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.
Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes.
Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas .
Mas infelizmente  não consigo fazer isso.
Eu sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.
Quem vai fazer no seu lugar?
Até agora, tem sido a iniciativa privada.
Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.
Não é o meu objetivo.
Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso:
as pessoas.
Eu sou mesmo teimoso!...
Não  tem  jeito...

"No  futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do  mundo e todos estão tristes.
Na  educação é o 85º e ninguém  reclama..."
EU  APOIO ESTA TROCA

TROQUE  01 PARLAMENTAR POR 344  PROFESSORES

O  salário de 344 professores que ensinam  =  ao de 1 parlamentar que rouba

Essa  é uma campanha que  vale a pena!

Repasso  com solidária revolta

segunda-feira, 4 de julho de 2011

LEIA E ENTENDA...

SINTO VERGONHA DE MIM
Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !
(Autoria real desconhecida)
***
” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.
(Rui Barbosa)

domingo, 3 de julho de 2011

QUERO LER A OPINIÃO DOS AMIGOS DESSE BLOG

NÃO CONCORDAR E NÃO DEFENDER ALGO É PRECONCEITO?


VOCÊ PODE SER PUNIDO POR NÃO PACTUAR COM ALGO QUE FERE SUA MORAL?

EXISTE LIMITE PARA A TOLERÂNCIA?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Leonardo Boff: Crise terminal do capitalismo

Leonardo Boff: Crise terminal do capitalismo


Leonardo Boff - Teólogo, filósofo e escritor
Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adaptar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.
A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado. Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo.
A natureza, efetivamente, se encontra sob grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível.
O trabalho está sendo por ele precarizado ou prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural.
Milhões nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, sequer no exército de reserva. O trabalho, da dependência do capital, passou à prescindência. Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% e entre os jovens. Em Portugal 12% no país e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise social, assolando neste momento a Grécia. Sacrifica-se toda uma sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas humanas, mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro. Marx tem razão: o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza. É a máquina.
A segunda razão está ligada à crise humanitária que o capitalismo está gerando. Antes se restringia aos países periféricos. Hoje é global e atingiu os países centrais. Não se pode resolver a questão econômica desmontando a sociedade. As vítimas, entrelaças por novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem vigente. Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das finanças que via mercado submete os Estados aos seus interesses e o rentismo dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas, auferindo ganhos sem produzir absolutamente nada a não ser mais dinheiro para seus rentistas.
Mas foi o próprio sistema do capital que criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mais e mais eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao estresse profundo, ao desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e também no Brasil.
As ruas de vários países europeus e árabes, os "indignados" que enchem as praças de Espanha e da Grécia são manifestação de revolta contra o sistema político vigente a reboque do mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhóis gritam: "não é crise, é ladroagem". Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumossacerdotes do capital globalizado e explorador.
Ao agravar-se a crise, crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as consequências da superexploracão de suas vidas e da vida da Terra e se rebelam contra este sistema econômico que faz o que bem entende e que agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das contradições que criou, castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de seus filhos e filhas.
[Leonardo Boff é autor de Proteger a Terra-cuidar da vida: como evitar o fim do mundo, Record 2010]
Adital
"Deus nos ensinou a não aceitar facilidades,
mas a encontrar Vida na dureza da Cruz"
(Dom Hélder Câmara)

 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

LEIA E ENTENDA...

Por Valerio Arcary*

Mais valem lágrimas de derrota do que a vergonha de não ter lutado.
Sabedoria popular brasileira

Qualquer avaliação honesta da situação das redes de ensino público estadual e municipal revela que a educação contemporânea no Brasil, infelizmente, não é satisfatória. Mesmo procurando encarar a situação dramática com a máxima sobriedade, é incontornável verificar que o quadro é desolador. A escolaridade média da população com 15 anos ou mais permanece inferior a oito anos, e é de quatro entre os 20% mais pobres, porém, é superior a dez entre os 20% mais ricos.[1] É verdade que o Brasil em 1980 era um país culturalmente primitivo que recém completava a transição histórica de uma sociedade rural. Mas, ainda assim, em trinta anos avançamos apenas três anos na escolaridade média.

São muitos, felizmente, os indicadores disponíveis para aferir a realidade educacional. Reconhecer as dificuldades tais como elas são é um primeiro passo para poder ter um diagnóstico aproximativo. A Unesco, por exemplo, realiza uma pesquisa que enfoca as habilidades dominadas pelos alunos de 15 anos, o que corresponde aos oitos anos do ensino fundamental.[2] O Pisa (Programa Internacional de avaliação de Estudantes) é um projeto de avaliação comparada. As informações são oficiais porque são os governos que devem oferecer os dados. A pesquisa considera os países membros da OCDE além da Argentina, Colômbia e Uruguai, entre outros, somando 57 países.

Em uma avaliação realizada em 2006, considerando as áreas de Leitura, Matemática e Ciências o Brasil apresentou desempenho muito abaixo da média.[3] No caso de Ciências, o Brasil teve mais de 40% dos estudantes situados no nível mais baixo de desempenho. Em Matemática, a posição do Brasil foi muito desfavorável, equiparando-se à da Colômbia e sendo melhor apenas que a da Tunísia ou Quirguistão. Em leitura, 40% dos estudantes avaliados no Brasil, assim como na Indonésia, México e Tailândia, mostram níveis de letramento equivalentes aos alunos que se encontram no meio da educação primária nos países da OCDE. Ficamos entre os dez países com pior desempenho.

As razões identificadas para esta crise são variadas. É verdade que problemas complexos têm muitas determinações. Entre os muitos processos que explicam a decadência do ensino público, um dos mais significativos, senão o mais devastador, foi a queda do salário médio docente a partir, sobretudo, dos anos oitenta. Tão grande foi a queda do salário dos professores que, em 2008, como medida de emergência, foi criado um piso nacional. Os professores das escolas públicas passaram a ter a garantia de não ganhar abaixo de R$ 950,00, somados aí o vencimento básico (salário) e as gratificações e vantagens. Se considerarmos como referência o rendimento médio real dos trabalhadores, apurado em dezembro de 2010 o valor foi de R$ 1.515,10.[4] Em outras palavras, o piso nacional é inferior, apesar da exigência mínima de uma escolaridade que precisa ser o dobro da escolaridade média nacional.

Já o salário médio nacional dos professores iniciantes na carreira com licenciatura plena e jornada de 40 horas semanais, incluindo as gratificações, antes dos descontos, foi  R$1.777,66 nas redes estaduais de ensino no início de 2010, segundo o Ministério da Educação. Importante considerar que o ensino primário foi municipalizado e incontáveis prefeituras remuneram muito menos. O melhor salário foi o do Distrito Federal, R$3.227,87. O do Rio Grande do Sul foi o quinto pior, R$1.269,56.[5] Pior que o Rio Grande do Sul estão somente a Paraíba com R$ 1.243,09, o Rio Grande do Norte com R$ 1.157,33, Goiás com R$ 1.084,00, e o lanterninha Pernambuco com R$ 1016,00. A pior média salarial do país corresponde, surpreendentemente, à região sul: R$ 1.477,28. No Nordeste era de R$ 1.560,73. No centro-oeste de R$ 2.235,59. No norte de R$ 2.109,68. No sudeste de R$ 1.697,41.

A média nacional estabelece o salário docente das redes estaduais em três salários mínimos e meio para contrato de 40 horas. Trinta anos atrás, ainda era possível ingressar na carreira em alguns Estados com salário equivalente a dez salários mínimos. Se fizermos comparações com os salários docentes de países em estágio de desenvolvimento equivalente ao brasileiro as conclusões serão igualmente escandalosas. Quando examinados os salários dos professores do ensino médio, em estudo da Unesco, sobre 31 países, há somente sete que pagam salários mais baixos do que o Brasil, em um total de 38.[6] Não deveria, portanto, surpreender ninguém que os professores se vejam obrigados a cumprir jornadas de trabalho esmagadoras, e que a overdose de trabalho comprometa o ensino e destrua a sua saúde.

O que é a degradação social de uma categoria? Na história do capitalismo, várias categorias passaram em diferentes momentos por elevação do seu estatuto profissional ou por destruição. Houve uma época no Brasil em que os “reis” da classe operária eram os ferramenteiros: nada tinha maior dignidade, porque eram aqueles que dominavam plenamente o trabalho no metal, conseguiam manipular as ferramentas mais complexas e consertar as máquinas. Séculos antes, na Europa, foram os marceneiros, os tapeceiros e na maioria das sociedades os mineiros foram bem pagos. Houve períodos históricos na Inglaterra – porque a aristocracia era pomposa – em que os alfaiates foram excepcionalmente bem remunerados. Na França, segundo alguns historiadores, os cozinheiros. Houve fases do capitalismo em que o estatuto do trabalho manual, associada a certas profissões, foi maior ou menor.

A carreira docente mergulhou nos últimos vinte e cinco anos numa profunda ruína. Há, com razão, um ressentimento social mais do que justo entre os professores. A escola pública entrou em decadência e a profissão foi, economicamente, desmoralizada, e socialmente desqualificada, inclusive, diante dos estudantes.

Os professores foram desqualificados diante da sociedade. O sindicalismo dos professores, uma das categorias mais organizadas e combativas, foi construído como resistência a essa destruição das condições materiais de vida. Reduzidos às condições de penúria, os professores se sentem vexados. Este processo foi uma das expressões da crise crônica do capitalismo. Depois do esgotamento da ditadura, simultaneamente à construção do regime democrático liberal, o capitalismo brasileiro parou de crescer, mergulhou numa longa estagnação. O Estado passou a ser, em primeiríssimo lugar, um instrumento para a acumulação de capital rentista. Isso significa que os serviços públicos foram completamente desqualificados.

Dentro dos serviços públicos, contudo, há diferenças de grau. As proporções têm importância: a segurança pública está ameaçada e a justiça continua muito lenta e inacessível, mas o Estado não deixou de construir mais e mais presídios, nem os salários do judiciário se desvalorizaram como os da educação; a saúde pública está em crise, mas isso não impediu que programas importantes, e relativamente caros, como variadas campanhas de vacinação, ou até a distribuição do coquetel para os soropositivos de HIV, fossem preservados. Entre todos os serviços, o mais vulnerável foi a educação, porque a sua privatização foi devastadora. Isso levou os professores a procurarem mecanismos de luta individual e coletiva para sobreviverem.

Há formas mais organizadas de resistência, como as greves, e formas mais atomizadas, como a abstenção ao trabalho. Não é um exagero dizer que o movimento sindical dos professores ensaiou quase todos os tipos de greves possíveis. Greves com e sem reposição de aulas. Greves de um dia e greves de duas, dez, quatorze, até vinte semanas. Greves com ocupação de prédios públicos. Greves com marchas.

Conhecemos, também, muitas e variadas formas de resistência individual: a migração das capitais dos Estados para o interior onde a vida é mais barata; os cursos de administração escolar para concursos de diretor e supervisor; transferências para outras funções, como cargos em delegacias de ensino e bibliotecas. E, também, a ausência. Tivemos taxas de absenteísmo, de falta ao trabalho, em alguns anos, inverossímeis.

Não obstante as desmoralizações individuais, o mais impressionante, se considerarmos futuro da educação brasileira, é valente resistência dos professores com suas lutas coletivas. Foram e permanecem uma inspiração para o povo brasileiro.

–
*Valerio Arcary, é professor do IF/SP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia), e doutor em História pela USP

domingo, 29 de maio de 2011

SEM COMENTÁRIOS.. E VIVA O MEC!!!

Bom inissio de cemana para voçe

Livros pra inguinorantes, por Carlos Eduardo Novaes

Jornal do Brasil
Carlos Eduardo Novaes
 
Confeço qui to morrendo de enveja da fessora Heloisa Ramos que escrevinhou um livro cheio de erros de Português e vendeu 485 mil ezemplares para o Minestério da Educassão. Eu dou um duro danado para não tropesssar na Gramática e nunca tive nenhum dos meus 42 livros comprados pelo Pograma Naçional do Livro Didáctico. Vai ver que é por isso: escrevo para quem sabe Portugues!
A fessora se ex-plica dizendo que previlegiou a linguagem horal sobre a escrevida. Só qui no meu modexto entender a linguajem horal é para sair pela boca e não para ser botada no papel. A palavra impreça deve obedecer o que manda a Gramática. Ou então a nossa língua vai virar um vale-tudo sem normas nem regras e agente nem precisamos ir a escola para aprender Português.
A fessora dice também que escreveu desse jeito para subestituir a nossão de “certo e errado” pela de “adequado e inadequado”. Vai ver que quis livrar a cara do Lula que agora vive dando palestas e fala muita coisa inadequada. Só que a Gramatica eziste para encinar agente como falar e escrever corretamente no idioma portugues. A Gramática é uma espéce de Constituissão do edioma pátrio e para ela não existe essa coisa de adequado e inadequado. Ou você segue direitinho a Constituição ou você está fora da lei - como se diz? - magna.
Diante do pobrema um acessor do Minestério declarou que “o ministro Fernando Adade não faz análise dos livros didáticos”. E quem pediu a ele pra fazer?  Ele é um homem muito ocupado, mas deve ter alguém que fassa por ele e esse alguém com certesa só conhece a linguajem horal. O asceçor afirmou ainda que o Minestério não é dono da Verdade e o ministro seria um tirano se disseçe o que está certo e o que está errado. Que arjumento absurdo! Ele não tem que dizer nada. Tem é que ficar caladinho por causa que quem dis o que está certo é a Gramática. Até segunda ordem a Gramática é que é a dona da verdade e o Minestério que é da Educassão deve ser o primeiro a respeitar.  
 
__._,_.__

sábado, 23 de abril de 2011

VALE A PENA PENSAR A RESPEITO

Espiritualidade
Via-sacra da fé e do desenvolvimento
1.ª estação: Jesus é condenado à morte
FotoCriança doente dorme nas escadas do centro de saúde de Tchicala Tcholoanga, Angola. Foto: Nuno Macedo/FEC
Jesus, Tu sabes o que significa estar só
diante dos que Te odeiam ou Te temem.
Caminha conosco
nos períodos em que nos sentimos sem força
para realizar as mudanças que sabemos que são necessárias.
Guia-nos e sustenta-nos
quando procuramos fazer a diferença.
Ensina-nos como viver com o Teu amor
e com a Tua verdade.

2.ª estação: Jesus transporta a sua cruz
FotoCriança da população Yanomani, Catrimani, Brasil. Foto: Bernardino Silva/Comissão Arquidiocesana Justiça e Paz de Braga
Jesus, Tu tomaste a Tua cruz,
através da qual Tu sabias que Te levaria à morte.
Caminha conosco
durante os períodos em que sentimos
incerteza e medo.
Dá-nos a coragem
Para nos dedicarmos ao Teu serviço,
agindo de forma a terminar com a fome
e trabalhando para transformar o mundo.

3.ª estação: Jesus cai pela primeira vez
FotoRepública Democrática do Congo. Foto: Irene Guia, aci, em missão para o Serviço Jesuíta aos Refugiados
Jesus, Tu sabes o que se sente quando se luta e quando se cai,
quando se enfrenta uma tentação e quando se luta contra ela.
Caminha conosco
e mostra-nos como caminhar com os outros
quando também eles lutam e tropeçam.
Mostra-nos como manter as nossas mãos
prontas para ajudar os outros,
assim como nós também somos apoiados
pelo Teu amor.

4.ª estação: Jesus encontra a sua mãe
FotoArquipélago dos Bijagós, Guiné-Bissau. Foto: Nuno Macedo/FEC
Jesus, olhou por entre a multidão e viu os olhos da Sua mãe.
O seu amor e compaixão sustentam-no.

Caminha conosco
quando não é fácil escutar,
ajuda-nos a ouvir.
Quando é mais fácil olhar para o lado,
traz-nos de volta.
Mostra-nos como ser amor e compaixão
que fortaleça e sustenha os outros.

5.ª estação: Simão de Cirene carrega a cruz de Jesus
FotoMissão Jesuíta de Fonte Boa, Tete, Moçambique. Foto: Luís Milteu, em missão para a FGS
Jesus, Tu sabes o que significa
depender de alguém
e confiar na sua ajuda.

Caminha conosco
e mostra-nos como
partilhar generosamente com os outros
quando eles dependem de nós.
Mostra-nos como escutar e ser delicado,
como amar e como cuidar.

6.ª estação: Verónica limpa a face de Jesus
FotoComunidade dos pigmeus de Mongoumba, República Centro Africana. Foto: Bernardino Silva/Comissão Arquidiocesana Justiça e Paz de Braga
Jesus, Tu sabes o que significa
estar em sofrimento e clamar,
ter o suor a escorrer durante a agonia.

Caminha conosco
e mostra-nos como caminhar junto com os outros,
em dignidade.
Mostra-nos como amar
e como ser transformado
pelo Teu amor.

7.ª estação: Jesus cai pela segunda vez
FotoTete, Moçambique. Foto: Luís Milteu, em missão para a FGS
Jesus, Tu tropeçaste e caíste
perdeste as forças e ficaste frágil.
No entanto, continuaste.

Caminha conosco
apesar de nem sempre conseguirmos ser fortes,
nem nos sentirmos sempre seguros.
Mostra-nos como ser levados pelo Teu amor,
como confiar e esperar em Ti,
para que possamos oferecer essa esperança e amor aos que necessitam.

8.ª estação: Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
FotoCanchungo, Guiné-Bissau. Foto: Nuno Macedo/FEC
Jesus, Tu preocupaste-te e falaste, mesmo no caminho para a Tua morte.
Tu conhecias e sentias o sofrimento dos outros.

Caminha conosco
para que possamos caminhar contigo.
Para que possamos consolar e apoiar, ouvir e entender.
Quando ouvimos as histórias dos nossos irmãos e irmãs
que vivem na pobreza,
mostra-nos como cuidar e como falar como Tu,
ao mesmo tempo que agimos juntos para a mudança.

9.ª estação: Jesus cai pela terceira vez
Comunidade de pigmeus na República Centro Africana. Foto: Bernardino Silva/Comissão Arquidiocesana Justiça e Paz de Braga
Jesus, Tu sentiste a escuridão à Tua volta,
as multidões rodearam-Te e esmagaram-Te, caíste uma vez mais.
Caminha conosco
quando perdemos a esperança,
e quando somos esmagados.
Mostra-nos como chegar e segurar nas mãos
dos que se sentem perdidos e esquecidos.
Que a Tua luz nos conduza e nos ilumine,
à medida que caminhamos contigo.

10.ª estação: Jesus é despojado das suas vestes
FotoArtesãos da oficina de comércio justo da paróquia de Cristo Redentor, Guiné-Bissau. Foto: Pedro Neto/Orbis
Jesus, Tu enfrentaste os piores insultos
e foste tratado desumanamente.
Caminha conosco.
Quando estavas na prisão, visitámos-Te?
Quando estavas nu, vestimos-Te?
Ajuda-nos a continuar
a batalha contra a discriminação e o preconceito.
Adiciona paixão à nossa luta contra a tortura
e a injustiça.

11.ª estação: Jesus é crucificado
FotoPorta do mosteiro das Irmãs da Trapa, Huambo, Angola. Foto: Nuno Macedo/FEC
Jesus, Tu foste pendurado e espancado.
Em sofrimento, sentiste-Te abandonado e gritaste.

Caminha conosco
Quando não olhamos direito para as pessoas,
ajuda-nos a lembrar-nos que todos somos iguais e livres.
Fica connosco quando somos tentados pelo poder,
pelo estatuto ou pela glória,
e lembra-nos que no meio dos teus ferimentos
Tu és Deus.

12.ª estação: Jesus morre na cruz
FotoBurora, República Democrática do Congo. Foto: Irene Guia, aci (em missão para o Serviço Jesuíta aos Refugiados)
Jesus, Tu sabes o que é sentir-se abandonado,
perdido e com medo.
Caminha conosco,
mostra-nos como caminhar com os outros, que vivem no medo,
que enfrentam a morte pela fome ou pela guerra.
Mostra-nos como rezar
por aqueles que não conhecemos
e que não encontraremos,
mas que são sempre amados por Ti.

13.ª estação: Jesus é descido da cruz
FotoProcissão da Cruz itinerante para a juventude no campo de refugiados congoleses em Kiziba, Kibuye, Ruanda. Foto: Irene Guia, aci (em missão para o Serviço Jesuíta aos Refugiados)
Jesus, Tu sabes o que significa ter amigos,
que arriscaram as suas próprias vidas para retirar o Teu corpo da cruz.

Caminha conosco
e mostra-nos como ir mais além
de onde pensamos que podemos,
ultrapassando os nossos medos.
Mostra-nos como procurar-Te e ver a Tua face nos outros,
caminhando pela via da compaixão
voltando os nossos corações para Ti.

14.ª estação: O corpo de Jesus é depositado no túmulo
FotoBafatá, Guiné-Bissau. Foto: Nuno Macedo/FEC
Jesus, na escuridão do túmulo
estavas rodeado pelo amor, pela dor e pelo medo,
à medida que as mulheres preparavam o Teu corpo para o enterro.

Caminha conosco,
que sintamos o conforto do Teu amor por nós.
E que possamos voltar-nos para o exterior
para partilhar esse amor com os outros,
com a mesma generosidade e bondade amorosa
que mostraste para com todos.

15.ª estação: Jesus ressuscita dos mortos
FotoCanchungo, Guiné-Bissau. Foto: Nuno Macedo/FEC
Jesus, Tu partilhas a tua alegria, a Tua luz e a Tua paz
Com todos nós.
Caminha conosco
e mostra-nos como ser testemunhas do Teu amor,
para viver em alegria e partilhar as boas notícias.
Mostra-nos como agir no amor, para o bem de todos,
para que os nossos irmãos e irmãs no mundo,
possam conhecer a Tua glória
e possamos ser transformados pela Tua luz.

FotoCemitério de vítimas do genocídio de 1994, Ruanda. Foto: Irene Guia, aci (em missão para o Serviço Jesuíta aos Refugiados)

Esta via-sacra, realizada pela Fundação Evangelização e Culturas, baseou-se no original produzido pela Agência Católica para o Desenvolvimento da Igreja Católica em Inglaterra e País de Gales.

Fundação Evangelização e Culturas
21.04.11


quinta-feira, 21 de abril de 2011

CORRETO. ENFIM ALGO ÚTIL

Projeto que traduz estrangeirismos é aprovado na ALERS

O Projeto 156/2009, do deputado Raul Carrion (PCdoB), que obriga a tradução de expressões ou palavras estrangeiras para a língua portuguesa, sempre que houver no idioma uma palavra ou expressão equivalente, foi aprovado na sessão plenária desta terça-feira (19).  A lei aprovada não é aplicada a nomes próprios e necessita ser regulamentada.

divulgaçao
estrangeirismos
Deputado defendeu proposta em plenário

A proposta foi aprovada por 26 deputados e recebeu 24 votos contrários. Proposto em agosto de 2009, o PL foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última terça-feira.

O parlamentar argumenta que o projeto não pretende proibir o uso de expressões estrangeiras, mas apenas exigir a sua tradução, para que um maior número de pessoas compreenda o que está sendo veiculado. Ele citou o caso de palavras que provocam confusão nos consumidores como "light" e "diet", que muitas vezes são entendidas como sinônimas, mas que, no entanto, possuem significados distintos. 

Na justificativa do projeto, Carrion lista expressões estrangeiras que, em sua opinião, promovem a descaracterização da língua portuguesa. "Este projeto de lei nasce da necessidade de resguardar a língua portuguesa da invasão indiscriminada e desnecessária de expressões estrangeiras que possuem equivalentes em nosso idioma", afirma Carrion.

A lei no País

No Brasil todo, em vários âmbitos de poder, essa preocupação está presente. O Projeto de Lei 1.676/99, do deputado federal comunista Aldo Rebelo, já aprovado de forma terminativa na Câmara dos Deputados, agora tramita no Senado. Também há o Projeto de Lei Estadual 272/09, proposto pelo governador do Paraná, Roberto Requião, já aprovado pela Assembléia Legislativa daquele Estado.

Na cidade do Rio de Janeiro, já vigora a Lei 5.033/09, proposta do vereador Roberto Monteiro, também do PCdoB. No Estado do Acre, o Ministério Público do Estado convocou a Associação Comercial e a Federação Comercial do Acre para determinar a fiscalização do uso das expressões estrangeiras na oferta e apresentação dos produtos e serviços oferecidos aos consumidores.

domingo, 17 de abril de 2011

E VIVA O BIAL!!!

BIG BROTHER BRASIL 

Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.


                                Curtir o Pedro Bial
                                E sentir tanta alegria
                                É sinal de que você
                                O mau-gosto aprecia
                                Dá valor ao que é banal
                                É preguiçoso mental
                                E adora baixaria.
 
                                Há muito tempo não vejo
                                Um programa tão ‘fuleiro’
                                Produzido pela Globo
                                Visando Ibope e dinheiro
                                Que além de alienar
                                Vai por certo atrofiar
                                A mente do brasileiro.
 
                                Me refiro ao brasileiro
                                Que está em formação
                                E precisa evoluir
                                Através da Educação
                                Mas se torna um refém
                                Iletrado, ‘zé-ninguém’
                                Um escravo da ilusão.
 
                                Em frente à televisão
                                Lá está toda a família
                                Longe da realidade
                                Onde a bobagem fervilha
                                Não sabendo essa gente
                                Desprovida e inocente
                                Desta enorme ‘armadilha’.
 
 
                                Cuidado, Pedro Bial
                                Chega de esculhambação
                                Respeite o trabalhador
                                Dessa sofrida Nação
                                Deixe de chamar de heróis
                                Essas girls e esses boys
                                Que têm cara de bundão.
 
                                O seu pai e a sua mãe,
                                Querido Pedro Bial,
                                São verdadeiros heróis
                                E merecem nosso aval
                                Pois tiveram que lutar
                                Pra manter e te educar
                                Com esforço especial.
 
                                Muitos já se sentem mal
                                Com seu discurso vazio.
                                Pessoas inteligentes
                                Se enchem de calafrio
                                Porque quando você fala
                                A sua palavra é bala
                                A ferir o nosso brio.
 
                                Um país como Brasil
                                Carente de educação
                                Precisa de gente grande
                                Para dar boa lição
                                Mas você na rede Globo
                                Faz esse papel de bobo
                                Enganando a Nação.
 
                                Respeite, Pedro Bienal
                                Nosso povo brasileiro
                                Que acorda de madrugada
                                E trabalha o dia inteiro
                                Dar muito duro, anda rouco
                                Paga impostos, ganha pouco:
                                Povo HERÓI, povo guerreiro.
 
                                Enquanto a sociedade
                                Neste momento atual
                                Se preocupa com a crise
                                Econômica e social
                                Você precisa entender
                                Que queremos aprender
                                Algo sério – não banal.
 
                                Esse programa da Globo
                                Vem nos mostrar sem engano
                                Que tudo que ali ocorre
                                Parece um zoológico humano
                                Onde impera a esperteza
                                A malandragem, a baixeza:
                                Um cenário sub-humano.
 
                                A moral e a inteligência
                                Não são mais valorizadas.
                                Os “heróis” protagonizam
                                Um mundo de palhaçadas
                                Sem critério e sem ética
                                Em que vaidade e estética
                                São muito mais que louvadas.
 
                                Não se vê força poética
                                Nem projeto educativo.
                                Um mar de vulgaridade
                                Já tornou-se imperativo.
                                O que se vê realmente
                                É um programa deprimente
                                Sem nenhum objetivo.
 
                                Talvez haja objetivo
                                “professor”, Pedro Bial
                                O que vocês tão querendo
                                É injetar o banal
                                Deseducando o Brasil
                                Nesse Big Brother vil
                                De lavagem cerebral.
 
                                Isso é um desserviço
                                Mal exemplo à juventude
                                Que precisa de esperança
                                Educação e atitude
                                Porém a mediocridade
                                Unida à banalidade
                                Faz com que ninguém estude.
 
                                É grande o constrangimento
                                De pessoas confinadas
                                Num espaço luxuoso
                                Curtindo todas baladas:
                                Corpos “belos” na piscina
                                A gastar adrenalina:
                                Nesse mar de palhaçadas.
 
                                Se a intenção da Globo
                                É de nos “emburrecer”
                                Deixando o povo demente
                                Refém do seu poder:
                                Pois saiba que a exceção
                                (Amantes da educação)
                                Vai contestar a valer.
 
                                A você, Pedro Bial
                                Um mercador da ilusão
                                Junto a poderosa Globo
                                Que conduz nossa Nação
                                Eu lhe peço esse favor:
                                Reflita no seu labor
                                E escute seu coração.
 
                                E vocês caros irmãos
                                Que estão nessa cegueira
                                Não façam mais ligações
                                Apoiando essa besteira.
                                Não deem sua grana à Globo
                                Isso é papel de bobo:
                                Fujam dessa baboseira.
 
                                E quando chegar ao fim
                                Desse Big Brother vil
                                Que em nada contribui
                                Para o povo varonil
                                Ninguém vai sentir saudade:
                                Quem lucra é a sociedade
                                Do nosso querido Brasil.
 
                                E saiba, caro leitor
                                Que nós somos os culpados
                                Porque sai do nosso bolso
                                Esses milhões desejados
                                Que são ligações diárias
                                Bastante desnecessárias
                                Pra esses desocupados.
 
                                A loja do BBB
                                Vendendo só porcaria
                                Enganando muita gente
                                Que logo se contagia
                                Com tanta futilidade
                                Um mar de vulgaridade
                                Que nunca terá valia.
 
                                Chega de vulgaridade
                                E apelo sexual.
                                Não somos só futebol,
                                baixaria e carnaval.
                                Queremos Educação
                                E também evolução
                                No mundo espiritual.
 
                                Cadê a cidadania
                                Dos nossos educadores
                                Dos alunos, dos políticos
                                Poetas, trabalhadores?
                                Seremos sempre enganados
                                e vamos ficar calados
                                diante de enganadores?
 
                                Barreto termina assim
                                Alertando ao Bial:
                                Reveja logo esse equívoco
                                Reaja à força do mal…
                                Eleve o seu coração
                                Tomando uma decisão
                                Ou então: siga, animal…
 
                                FIM
 
                                Salvador, 20 de fevereiro de 2011.